terça-feira, 5 de agosto de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
Arte no Paint
Olá
pessoal, hoje venho com uma postagem um pouco diferente. É uma
seleção de desenhos de um artista amigo meu, Carlos Cavalcante.
Estes desenhos, acreditem, foram todos feitos no Paint. Sim, aquele
programa simples de desenho e edição de imagens do Windows em que
fazíamos alguns rabiscos nas aulas de informática básica.
Como
podemos perceber, a temática dos desenhos é diversa, sempre com
bastante cor. O que chama a atenção é que além do desenho ele
também faz todo o sombreamento no programa, tendo como resultado
essas belíssimas imagens.
Sem
mais delongas, apreciem a exposição.
sábado, 12 de julho de 2014
E começa a partida!
E começa a partida! São
quatro e meia da manhã e Seu João acabou de acordar. Toma banho, se troca, toma
o café, beija a mulher, o filho e a filha e sai pro trabalho! Lindo lance! Está
chegando na parada de ônibus. O quê? O ônibus está se preparando para sair? Seu
João se prepara e parte ao ataque. Dribla um, dribla dois, três e consegue pegar o ônibus. Daí para frente são mais dois ônibus que ele terá que
enfrentar. Partida difícil!
Nosso jogador
finalmente chega ao trabalho depois de duas intermináveis horas de percurso! E
começa a pegar as caixas! Pega a primeira e se dirige ao estoque. Passa a caixa
para José e volta para pegar outra. Quanta habilidade!
Já estamos no final do
segundo tempo. Dia terminando, Seu João
arruma suas coisas e sai em busca de pegar o primeiro dos três ônibus para
voltar para casa. Já é possível ver sinais de cansaço. Pensa em passar no
mercado mas lembra que está sem dinheiro e segue viagem.
Momentos finais. Seu
João se aproxima da porta de entrada. Pega a chave, abre a porta e
goooooooooool! Entra em casa e conclui mais um dia de trabalho! Beija e abraça a
mulher em comemoração! Quanta emoção! E assim termina mais uma partida diária
na vida do nosso craque.
sábado, 24 de maio de 2014
Play5 - Manhãs de Domingo
De tempos em tempos faço uma postagem de uma playlist das músicas que estou escutando no momento. Aqui vai mais outra, espero que curtam bons momentos com ela. Como as manhãs de domingo, por exemplo.
Easy – Faith no More
High and Dry –
Radiohead
To Love Somebody –
Michael Bubble
If I Ain't Got You -
Alicia Keys
Lucky Man – The Verve
domingo, 20 de abril de 2014
Lembranças em um caderno
Quando virei a página para escrever o meu rascunho,
para minha surpresa, havia mais um texto. Escrito a lápis, era
talvez uma tentativa de um poema, poesia, ou algo no intermediário
disso. Datava de 30 de Dezembro de 2006, talvez surgido de um momento
de reflexão do ano que havia passado ou referente ao ano que estava
chegando. Como título havia a frase: “A vida vale a pena ser
vivida”. Essa frase, me lembro agora, acho ter sido tirada de uma
peça teatral de comédia que assisti, não me lembro a época exata.
O texto de hoje então será esse de oito anos atrás,
não porque seja um texto incrível, mas porque me mostra as ideias
daquele garoto:
A vida vale a pena ser vivida porque...
… os pássaros cantam.
… cada momento é único.
… sonhamos.
… sorrimos.
A vida vale a pena ser vivida porque...
… temos o dom de perdoar.
… podemos praticar a caridade.
… somos seres humanos diferentes.
… sentimos.
… temos amigos.
A vida vale a pena ser vivida porque...
… somos amigos.
… somos família.
… somos o que não pensamos ser, mas somos.
… temos medo.
… temos emoções.
A vida vale a pena ser vivida porque...
… o sol nasce todos os dias para nos aquecer.
… bebemos água.
… nascemos mais de uma vez na vida.
… aprendemos com os nossos erros.
… temos a Deus.
E Ele nos ama.
E nós o amamos.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Sapateie!
O senhor Edgar era um
respeitável corretor de imóveis de uma pequena cidade do interior
da Inglaterra. Tendo viajado por todo o mundo a negócios, se
encontrava agora aposentado, vivendo feliz com a mulher.
Ultimamente um fato
curioso vinha ocorrendo, o que estava deixando a mulher de Edgar,
Judith, um pouco curiosa e receosa. Todos os dias, após o jantar,
Edgar se levantava e sapateava. Isso mesmo, sapateava. Fazia alguns
passos e saía da sala. No início Judith achou que o marido estava
apenas fazendo graça, mas quando percebeu que aquilo ocorria todos
os dias, começou a ficar preocupada.
- Querido, por que
você faz isso todos os dias? - questionava a mulher.
- É porque tenho que
fazer – respondia apenas, Edgar.
O mais constrangedor
era que o corretor não fazia aquele ritual somente em casa, mas
também em ocasiões sociais, como no jantar de noivado da irmã de
Judith. Estavam todos à mesa quando Edgar se levantou e realizou o
seu sapateio. Alguns riram, mas ficara claro que a maioria achou
aquilo bastante estranho. E isso se repetia nas mais diversas
ocasiões, deixando a esposa de Edgar cada vez mais preocupada.
Judith decidira então
pedir conselhos a sua mãe, Marta, sobre o que fazer. Essa que também
já havia notado o comportamento estranho do genro.
- Minha filha, você
tem que falar com o seu marido sobre essa situação. Saber se ele
está normal. - indagava a sogra do corretor.
- Já falei com ele.
Perguntei o por quê dele fazer isso e ele só responde que é porque
tem que fazer. Diz que não pode explicar.
- Seja mais forte e
exija uma explicação.
Foi o que Judith fez,
exigiu uma explicação e o que obteve foi a história mais inusitada
que já ouvira:
Isso aconteceu numa
viagem que fiz para a Irlanda, ano passado. - começava Edgar. - Em
uma das casas que eu estava vendendo, havia ocorrido, há pouco, um
caso sem explicação. Seu dono desaparecera misteriosamente. Os
vizinhos falaram que no dia anterior ao ocorrido ele estava bastante
nervoso e gritava constantemente no jardim: “você não vai mais me
dominar, não irei fazer mais suas vontades ”. No outro dia, ele
simplesmente desapareceu.
Quando fui ao local,
me deparei com uma casa bastante simpática e aconchegante. Andei por
cada cômodo, porém o que mais me interessou foi o seu jardim. Era
muito bonito e bem cuidado. Ao observar esse jardim, me deparei com
algo que me despertou a curiosidade. Próximo a uma pedra havia uma
folha de tamanho maior que as que haviam ali e de tonalidade
diferente também, vermelho escuro. Mas o que mais me chamou a
atenção é que havia algo escrito nela: “Sapateie!” . Quando li
aquilo, escuto uma voz vindo detrás de mim: “vamos, o que está
esperando?”. Naquele momento achei que meus olhos estavam pregando
uma peça. Se encontrava, perto de uma das flores, um ser pequenino,
vestido de verde, que me olhava com os seus olhos brilhantes. “Vamos,
vamos logo, faça!” , gritava a criaturinha impaciente. Quando me
recompus do susto, pude questionar o que era aquilo. “Me chamo
Alphonsus e sou um Leprechaun, ou duende como vocês humanos idiotas,
costumam chamar. Por ter lido a minha mensagem você agora será meu
escravo e terá como sina ter que sapatear cada vez que terminar uma
refeição.”, gesticulava grosseiramente o pequeno ser. Falei que
não faria nada disso, foi aí que ele veio com a ameaça: “se não
fizer o que mando, acabará como o dono desta casa. Me desobedeceu e
rapidamente sumiu.” Ele me mostrou a maneira que deveria sapatear e
desde então venho fazendo o que me mandara.
Após ouvir toda a
narrativa do marido, Judith tinha agora a certeza que ele estava
louco. Primeiramente procurou não o contrariar e concordou com tudo
o que dissera, dizendo que o apoiaria, mas sabia que tinha que fazer
algo a respeito.
Conversou com sua mãe
e juntas elaboraram um plano para tentar curar o marido.
Em um jantar reuniram
toda a família e ao final, quando o marido de Judith iria fazer os
passos, dois cunhados dele o agarraram.
- Mas o que estão
fazendo?! - exasperava-se Edgar.
- É para o seu bem
querido. Você verá que nada de mal irá acontecer se você não
sapatear hoje. - falava carinhosamente a mulher.
- Vocês não
entendem, ele vai sumir comigo, vai sumir comigo... - repetia,
amedrontado o homem.
Não permitindo que o
corretor realizasse sua sina, o amarraram e o levaram para o quarto.
O homem resistia fortemente e aos gritos protestava aquela
atitude.Quando finalmente conseguiram o colocar no quarto, voltaram
todos para a sala. Nesse momento ouviu-se um grande barulho, como o
de uma explosão. Todos correram, preocupados. Ao chegarem no quarto
perceberam que Edgar não se encontrava mais lá. Em cima da cama, que outrora se
encontrava o corretor,
percebeu Judith, havia uma folha de tonalidade escura com algo
escrito. Judith a pegou e leu o que estava escrito.
- O que diz aí? -
perguntou a mãe de Judith.
- Sapateie! -
respondeu a mulher.
sábado, 19 de outubro de 2013
Careta
Toda semana me dirijo à rodoviária
para viajar para a minha cidade e no período que lá permaneço,
cerca de duas horas, observo os seres que por ali passam. Pessoas
calmas, stressadas, sérias, risonhas, preocupadas, bonachões,
mulheres levando seus filhos, muitas vezes aos gritos, jovens que
estão começando a viver, velhos que há muito já não vivem. Não
sei ao certo em que categoria me enquadro, talvez seja apenas um
observador que, como percebo, também é observado.
É curioso notar que aquelas pessoas
provavelmente nunca mais se encontrarão, que aquela disposição de
seres é única, única como uma impressão digital, num curto
período de tempo irão se separar, cada um seguindo a sua jornada. É
lá que se encontram os amigos instantâneos. Você pergunta a hora
ou faz algum comentário sobre o atraso do ônibus e dali a pouco já
está escutando sobre a viagem de férias ou a história de família
de alguém. Foi assim que conheci um garoto que iria tentar
vestibular, uma garota que faz engenharia civil, una jovem senhora de
56 anos , muito culta por sinal, e as histórias do seu filho. Outra
vez, um rapaz que estava estudando inglês pois ia ser voluntário na
Jornada Mundial da Juventude. Lembro-me ainda de ir conversando com
um jovem corredor que iria participar de uma corrida no Peru, um
outro era aspirante a odontólogo. Alguns destes ainda encontro vez
ou outra.
Uma cena que lembro bem era a de dois
garotos, deviam ter dois ou três anos. Eles não se conheciam, um
estava com uma bola brincando então o outro chegou perto para
brincar também. Verdade que o menino dono da bola não quis brincar
com o outro e este começou a chorar. O que mais me fascinou foi a
espontaneidade da criança ao chegar perto da outra para brincar. Não
possuía a desconfiança, cuidado e polidez de um adulto ao se
aproximar de outro. Somente se aproxima e pronto. Me pergunto quando
perdemos essa espontaneidade.
Continuo observando, recortando e
tentando montar essa colcha de retalhos que é a vida, tentando
extrair um pouco dessa complexidade sem nunca perder o fascínio, mas
o que ainda não entendo é o porquê daquela senhora, quando eu
estava a caminho da rodoviária, ter feito uma careta e dado língua
para mim.
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