sábado, 20 de junho de 2015

O pobre Paraguaçu



Numa rua insólita
Coberto de tinta azul
Caminha discretamente
O jovem Paraguaçu

Acordara cedo
Todo entusiasmado
Sem a mínima ideia
Do que lhe tinham preparado

Fora a casa
Da jovem Gabriela
Moça formosa
Eufemismo chamar de bela

Chegara a entrada da casa
Como o combinado
Porém não viu a moça
E ficou logo preocupado

À porta apareceram
Os irmãos de Gabriela
Disseram: pobre paraguaçu
Nós o chamamos
Não ela

E a tinta azul
Voou para todo lado
Jogada pelos garotos
Uma peça tinham lhe pregado

Estava agora assim
Todo azul
O coração, despedaçado
Pobre Paraguaçu

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Dinossauros Flamejantes




Chego em casa todo animado
Tinha ido ao cinema
Assistir a um filme arretado

Muitos dinossauros
Uma mocinha sem saber o que fazer
Um herói determinado
E uma nostalgia que tanto teimava em aparecer

Mas de volta a rotina
Os pratos, na pia, estavam a me olhar
Esperando serem limpos
O macarrão também me esperava
“Venha me cozinhar”

E essa foi a questão
O problema foi justamente no fogão

O fogo, domesticado
Como um animal
Continuava tranquilo
O macarrão cozinhando e tal

De repente
O fogo decide se revoltar
Assim como os dinossauros no filme
As labaredas começaram a pular

Tal foi minha surpresa e admiração
Tive mais susto em casa
Do que no filme em questão

Autêntica fera descontrolada
Foi ganhando o lugar
O fogão agora
Estava a queimar

Com o auxilio de um amigo
Controlamos a combustão
O problema fora o excesso de água
Na panela do macarrão

Não sei se Spielberg
Aprovaria este roteiro
Não tem efeitos especiais
Mas o susto foi certeiro.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Play 15 - Yeah! Beatles

    Aqui está uma seleção bem legal de algumas músicas dos Beatles. Eram para ser 10, mas não consegui selecionar apenas 10. Espero que gostem. :-D


sábado, 29 de novembro de 2014

Play 5 - Happy!

Faz um tempo que não posto, então fiz hoje uma pequena playlist com músicas bem tranquilas para começar bem o dia. :-D







sábado, 4 de outubro de 2014

O Misterioso Convite


    
     Era final de Setembro. As ruas estavam cobertas pela neve, a única coisa que se ouvia era o som do vento. Ela não queria ir, mas o convite fora bem enfático:” No antigo casarão da irmandade, às 18:00h. Não falte, assunto de elevada urgência”.
      “O que seria tão importante?”- Pensava consigo. Não se aproximava do casarão desde aqueles trágicos acontecimentos. Agora estava ali, caminhando em direção à antiga construção.
       “A porta está aberta.”- Preocupou-se.
    Entrou. Todas as luzes estavam apagadas. A escuridão tomava conta de todo o recinto. Nada podia ser ouvido, nem mesmo o som do vento que a pouco era ensurdecedor.
      “Olá.”- Nenhuma resposta.
    Um calafrio percorre todo o seu corpo. Estava sendo vigiada. Sente que vários olhos a observam. Tenta achar a porta, mas as pernas não obedecem. Alguém passa atrás de si. Tenta gritar, mas no lugar da voz só o medo consegue sair.
      De súbito, as luzes são acesas:
      - SURPRESA! PARABÉNS PRA VOCÊ...

domingo, 28 de setembro de 2014

Fim do Mundo


    


     Os olhos não desgrudavam da tela do Smartphone. Podia-se notar um sutil sorriso saindo dos cantos dos lábios. Se o mundo acabasse naquele momento ela não notaria.
     - Alice, o mundo está acabando!
     - Espera mãe, deixa eu enviar esta mensagem pro Caio.
     - Você não está entendendo? O mundo está acabando mesmo. O meteoro está perto, a temperatura subiu, tudo vai acabar.
     - Depois eu vou. Pode ir.
     - Mas... O mundo...
     - Depois mãe, eu já disse.
     O mundo acabou e, por ironia, ela não conseguiu enviar a mensagem.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sono Bom

     
     
      Quando o ar condicionado novo chegou na minha sala fui logo olhando o controle remoto. Antiga mania de descobrir as funções que determinado aparelho oferece. Logo um botão me chamou a atenção. Nele havia escrito “sono bom”. Que função seria essa? Com nome tão peculiar e sugestivo provavelmente seria algo inovador. Comecei a imaginar: deveria ser uma função integrada. Ao apertar o botão inicialmente as persianas se fechariam, as luzes teriam seu brilho reduzido e uma leve fragrância de camomila seria lançada pela sala. Em seguida a cadeira se reclinaria, mãos robóticas retirariam meus sapatos e um escalda pés surgiria de um compartimento do chão. “As Quatro Estações” de Vivaldi poderia ser escutada ao fundo.
      De volta desse esperançoso devaneio fui, na expectativa, apertar o botão e descobrir o que realmente fazia essa função. Para minha decepção a única coisa que aconteceu foi se apagarem as luzes do painel do ar condicionado. Procuro o manual e leio a esclarecedora descrição da “sono bom”:

Esta função proporciona um maior conforto térmico durante o sono. Ao acioná-la, a temperatura será ajustada, automaticamente, reduzindo a sensação de frio ou calor excessivos durante o sono. Todas as luzes do painel digital irão se apagar para reduzir a luminosidade do ambiente.”

      É, bem menos interessante do que eu imaginei, mas fica aqui a sugestão caso alguma empresa visionária se interesse. Fazer o quê. Pelo menos Vivaldi eu posso colocar para tocar.